quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Macete, esse conveniente

Esse post é de completa inutilidade, se você desejar previamente saber. Logo, teje sobreavisado que esta leitura tomará uns 3 ou 4 minutos da sua vida, sem lhe oferecer nada suficientemente relevante em troca. Mas, se você se aventura, vamo que vamo.
Quem nunca - eu disse nunca mesmo - teve qualquer aparelho eletrônico, eletrodoméstico ou afins que pegasse à base de macete? Aquela posiçãozinha estratégica, inconfundivelmente sua, de fazer funcionar? Até com roupa isso funciona. Um pique aqui, um amarradinho secreto ali, e tudo se arranja, com requintes de pirilimpimpim. A milenar ciência do improviso. Fantástica e funcional por excelência.
Entretanto, a comodidade do macete é limitada. Nem sempre o macete tem uma durabilidade confiável ou eterna - visto que ele não era nem pra existir, se o aparelho em questão fosse de qualidade impecável. Esse infortúnio nos obriga, então, a procurar autorizadas ou consertos não-licenciados e menos nobres para reparar os danos provinientes da inerente ineficiência das nossas aquisições. Eu tenho uma teoria. Acredito que alguns eletrodomésticos e derivados já chegam ao consumo das massas estrategicamente falhos, para que rendam mais dinheiro à empresa caso o proprietário de tal aparelho - esse trouxa - vá procurar a autorizada. Justiça neles! (Pior que nem dá, não existe nenhum argumento legal aí, visto que isso tudo não passa de uma hipótese minha.)
O que importa é que graças a Deus o macete foi inventado; esse malandro, essa maneira prática de se virar. Apesar do certo incômodo de se ficar segurando ou pressionando determinada área do objeto em uso algumas vezes, - meu MP5 é um caso: para que os dois alto-falantes funcionem simultaneamente, tenho que apertar a entrada dos headphones - ele nos salva, ainda que por tempo limitado. Uma verdade é certa: se uma escola de macetes fosse inaugurada, seria o fim de todas as autorizadas e casas de conserto, na certa.