quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sonhos

Muito mais imaginativa que Akira Kurosawa, eu me definiria. Se você ainda não viu, assista "Sonhos", desse diretor japonês incrivelmente criativo e profundo. Mas hoje não pretendo explorar a temática de Kurosawa, mas, a minha própria.
Passo muitas horas na frente do computador na parte da noite, antes de dormir. Não sei se é isso que gera a minha hiperatividade durante as minhas poucas horas de sono, mas o fato é que eu tenho sonhos muito bizarros, como os de hoje. Ah, quer que eu te conte? Vamos lá.
Sonhei que era uma índia muito, mas muito gostosa. Não adianta vocês me zuarem porque era sonho mesmo. Eu tinha pele dourada e longos cabelos negros, bem Iracemada, bem idílica, envolta num lugar muito parecido com o que seriam as praias do Brasil quinhentista. Nesse interím chegam à mesma praia duas pessoas. Lenine e Gabriel o Pensador! Eu sei que vocês devem estar é rindo da situação, mas eu não inventei isso gente, eu sonhei com isso mesmo!! Sim, Lenine e Gabriel. Bom, eles viram a índia peladona (e gostosa, vale lembrar) passeando pra lá e pra cá e se apaixonaram. A índia? Bom... ela foi criada com conceitos muito legais e heterodoxos de poligamia, ou seja, ela queria... os dois. Certa vez, Lenine estava na rede com a índia (eu, né) e fazendo carinho nos cabelos dela. Quando Gabriel chega perto dele, olha para o corpo da morena e fala: "visão bonita, hein?" Ela, por sua vez, ri para os dois moços.
Eis que a índia Ana, um belo dia, sai sozinha pelo mato, quando topa com Gabriel. Este a olha gulosamente e começa a acariciar seu corpo, e ela, muito receptiva, cede aos encantos espanhóis do homem. Lenine descobre e, o que antes era amizade entre os dois, transforma-se numa disputa pelo coração de Ana.
Tá, a essa altura você já deve estar achando que eu romantizei e ficcionei totalmente o sonho, né? Mas não gente, no sonho foi isso mesmo! Só que (é sem sentido mesmo o que vou contar agora, mas foi assim que aconteceu) a praia - ou Ilha - onde era a morada da índia Ana, estava sendo ameaçada por um vulcão e por dinossauros - isso mesmo, dinossauros - que estavam saindo das lavas. E assim acabou o sonho, o delicioso sonho do triângulo barroco mais 'hot' da contemporaneidade. Não teve explicação para o sumiço de Gabriel e Lenine, fato muito comum em todos os meus bizarros sonhos para os personagens então centrais.
Adoro sonhar, e tenho a sorte de sonhar toda noite. Nem sempre são sonhos bons, mas eu sonho sempre. Acho que é porque eu durmo pouco, e sonhar é tão gostoso, apesar do meu tempo (voluntariamente) limitado pra fazê-lo. Não sei - nem acredito - se exista alguém com tanta criatividade 'rêmica' quanto eu. Se você tiver sonhos assim, bizarros quanto os meus, me conte, porque às vezes eu me sinto como se fosse a única nesse mundo com essa faculdade...

Um comentário:

Mariana disse...

Ana, o que foi que você tomou antes de dormir? uahauha
Brincadeira. Se eu soubesse interpretar sonhos com certeza te contaria o significado da saga da índia Ana.
Beijo

www.chadesaquinho.wordpress.com
Um pouco de tudo, muito de nada.
Só alguns minutos em água quente.